sábado, 10 de setembro de 2011

Depois de um tempo longe das "salas de aula", tenho o prazer de hoje iniciar uma disciplina no curso de Especialização em Jornalismo Multimídia da Unimep, em Piracicaba. Neste caso, vou abordar a Concepção de Produtos Jornalísticos para Web. Aproveito aqui para já disponibilizar, para os colegas, a apresentação que usarei como guia no encontro de hoje.



Antes de terminar este post, porém, lembro minhas concepções acerca da tarefa de ensinar. Aliás, não acredito nela. Acredito sim na construção colaborativa do conhecimento, no aprender a aprender e na interação entre colegas que, juntos, buscam respostas para questionamentos importantes para uma carreira profissional. Sendo assim, não sou professor, sou apenas um amigo que compartilha experiências, leituras e impressões acerca de um tema.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

queria tanto lhe falar
tanta coisa pra dizer
quanto sonho pra compartilhar
ah, como é difícil amar

domingo, 5 de junho de 2011

"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Idealizações

Prefiro contar com a imperfeição do que existe do que idealizar algo perfeito que não é capaz de sustentar sua existência.

domingo, 17 de abril de 2011

Conflitos da ausência

Tarde de domingo, resolvo almoçar num restaurante oriental que frequento costumeiramente com a esperança de ninguém notar que estou sozinho ou nem encontrar algum conhecido. Resolvi ir bem tarde. Vã ilusão. Logo na porta encontro uma amiga que me olha e diz que estou abatido. Na saída, o caixa me pergunta: "está abandonado hoje?"

Saio sem norte. Paro na banca de jornais, compro uma revista. A leio na praça, largado no banco de concreto como se nada mais acontecesse ao meu redor. Mas o local é familiar. Crianças, seus pais, os comerciantes que vendem artesanato e os que passam não conseguem entender a cena de alguém solitário numa praça do interior lendo uma revista.

Ao shopping, ao cinema. O único filme é uma porcaria, mas "é que tem pra hoje".

Enfim, volto para casa, para onde não queria voltar simplesmente por que não sei como me comportar nela diante de ausências.

Contraditório, não? O único lugar que posso ficar só sem ser incomodado é o que mais me incomoda.

Agora estou aqui absorto em tentar entender o valor de uma ausência. Que sentimento é esse? O que ele quer dizer? Por que me sinto paralisado diante dele?

O fato é que a ausência causa conflito interior e uma vontade imensa de completar de novo um espaço que ficou vazio e que só depois de deixado dessa forma é que conseguimos mensurar seu tamanho.

Sei que agora todos querem saber o que está ausente. Mas, sinto informar que há ausência de palavras e de verbos que permitam que eu possa conjugar qualquer expressão. Talvez eu arrisque balbuciar que há ausência de mim mesmo!

Desculpem os que, porventura, chegarem a ler este post. Mas ele foi a única forma que encontrei para "colocar para fora" isso que estou sentindo hoje. Não se preocupem, também. É apenas uma fase. Amanhã é um novo dia e certamente os afazeres profissionais tomam conta de qualquer espaço que possa estar vazio...